Provérbios

 

40 cavalos no motor, 1 burro ao volante

 

A beleza não se põe à mesa

A boa fogueira faz a boa cozinheira

A boca que diz sim, também diz não

À boda ou baptizado, não vás sem ser convidado

A brincar se dizem as verdades

A cavalo dado não se olha ao dente

A esperança é a última a morrer

A falar é que a gente se entende

A felicidade não tem limites

A fome é má conselheira

A fome é negra

A inveja morreu solteira

A justiça de Deus tarda, mas não falha

A Maria nabiça tudo que vê tudo cobiça

A mentira tem pernas curtas

A morte da bezerra é negra

A mulher e a sardinha quer-se da mais pequenina

A mulher é como biscoito, desaparece uma, aparecem dezoito

A ocasião faz o ladrão

A orar também se aprende

A palavra é de prata e o silêncio é de ouro

A pé de pobre todo o calçado serve

A pensar morreu um burro

A preguiça morreu à míngua

À primeira quem quer cai, à Segunda cai quem quer

A procissão ainda vai no adro

A ração não é para que se talha, é para quem a come

A união faz a força

A ver vamos, como diz o cego

A verdade, manda Deus que se diga

A viola quer-se na mão do tocador

A voz do povo é a voz de Deus

Afogam mais homens no copo do que no mar

Água mole em pedra dura tanto dá até que fura

Águas passadas não movem moinhos

Albarda-se o burro à vontade do dono

Amigo fiel e prudente, vale muito mais que um parente

Amigo não empata amigo

Amigos, amigos, negócios à parte

Amor a quanto obrigas

Amor com amor se paga e com desdém se apaga

Amor com amor se paga

Amor é uma flor roxa que nasce no coração dos trouxas

Antes a morte que a má sorte

Antes que cases olha o que fazes

Antes só que mal acompanhado

Antes tarde do que nunca

Antes vergar do que torcer

Ao médico, ao advogado e ao abade, falar a verdade

Ao menino e ao borracho põe-lhe Deus a mão por baixo

Ao que erra perdoa-se uma vez, mas não três

Aos 40 ou vai ou arrebenta

Apanha-se mais depressa um mentiroso que um coxo

Aprender até morrer

Apressado come cru e quente

Aquele que traz é sempre bem recebido

As aparências iludem

As palavras movem, os exemplos arrastam

As palavras são como as cerejas, saem umas atrás das outras

As paredes têm ouvidos

Até ao lavar dos cestos é vindima

Atrás de mim virá quem de mim bom fará

Atrás do beijo vem o desejo

Barato sai caro

Bebé que não ri ao fim do mês ou é tolo ou o pai que o fez

Boa romaria faz, quem em sua casa fica em paz

Boas contas faz o preto

Boca fechada não entram moscas

Boca que pedes, coração que desejas

Boda molhada é boda abençoada

Bolsa de pobre e boca de rico

Burro nunca chega a carroceiro

Burro velho não toma andadura

Cá se fazem cá se pagam

Cabeça vazia é oficina do diabo

Cabra macho é bode

Cada cabeça sua sentença

Cada cabeça sua sentença

Cada doido tem a sua mania

Cada macaco no seu galho

Cada ovelha procura sua parelha

Cada qual com seu igual

Cada qual dá o que tem

Cada terra tem seu uso, cada roca tem seu fuso

Cada um come do que gosta

Cada um por si e Deus por todos

Cada um recebe o que merece

Cada um sabe de si

Cada um sabe onde lhe aperta o calo

Calça de veludo e bunda de fora

Caldo e canja não fazem mal a ninguém

Cama de mãe é que é lugar quente

Candeia que vai à frente alumia duas vezes

Canta que logo bebes

Cão é quem se recolhe na rua

Cão que ladra não morde

Cão que muito fuça, formiga lhe morde as fuças

Cara feia é fome

Carro, mulher, caneta e escova de dentes não se emprestam

Casa de ferreiro, espeto de pau

Casa de pai, escola de filho

Casa onde mulher manda, até o galo canta fino

Casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão

Casa roubada trancas à porta

Casarás e amansarás

Cautela e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém

Cavalo de pasto não quer estribaria

Cesteiro que faz um cesto, com tempo e lenha faz um cento

Céu bolorento? Ou chuva ou vento

Chapa ganha, chapa batida

Chuva de verão, chove agora e logo não

Chuva grossa não molha

Coisa ruim não tem perigo

Com a verdade me enganas

Com homem perdido ninguém se meta

Com mãe não se brinca

Com mulher de bigode ninguém pode

Com o fogo não se brinca

Com o mal dos outros ninguém se governa

Com o tempo tudo se esquece

Com paciência e jeito tudo é bem feito

Com papas e bolos se enganam os tolos

Com perseverança tudo se alcança

Com um tiro matam-se dois coelhos

Com vento de feição não há má navegação

Com vinagre não se apanham moscas

Comer e dizer mal é manha de Portugal

Conforme a mulher há o homem

Conselhos e água só se dão a quem os pede

Conta-se o milagre mas não se diz quem é o santo

Contra a força não há resistência

Contra factos não há argumentos

Conversa fiada não enche barriga

Conversando é que a gente se entende

Coração de mãe não se engana

Coração é terra que ninguém passeia

Corcunda sabe onde se deita

Corda de três tentos, três tranças

Cozinha pequena faz crescer a casa

Cresce e aparece

Dá aos outros o que gostarias de receber

Dá Deus nozes a quem não tem dentes

Da escola onde você estudou fui eu expulso

Da fruta que você gosta eu até como o caroço

Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus

Dar tempo ao tempo

Das grandes coisas estão as sepulturas cheias

De boas intenções está o Inferno cheio

De cavalo dado não se olham os dentes

De contente se ri o dente

De Espanha nem bom vento nem bom casamento

De grão a grão enche a galinha o papo

De hora a hora Deus melhora

De mal agradecidos está o Inferno cheio

De médico e louco toda gente tem um pouco

De noite todos os gatos são pardos

De pequenino se torce o pepino

De velhinho se torna o menino

Deitar cedo e cedo erguer, dá saúde e faz crescer

Dente por dente, olho por olho

Depois da tempestade vem a bonança

Depois de comer não faltam colheres

Depois de morto todos vão para o mesmo lugar

Depressa e bem há pouco quem

Deste mato não sai coelho

Deus ajuda a quem cedo madruga

Deus dá o frio conforme a roupa

Deus dá o frio conforme o cobertor

Deus escreve direito por linhas tortas

Deus não dorme

Deus não é de vingança, mas castiga pela mansa

Deus te dê o dobro de tudo o que desejas

Devagar com a andor que o Santo é de barro

Devagar com o andor que o santo é de barro

Devagar morreu um burro à beira do riacho

Devagar se vai ao longe

Dia de muito, véspera de pouco

Diz-me com quem andas e dir-te-ei quem tu és

Dois bicudos não se beijam

Dois pesos e duas medidas

Dois proveitos nunca cabem num saco só

Donde menos se espera é que elas saem

Doze galinhas e um galo valem tanto como um cavalo

Duas cabeças pensam melhor do que uma

Duas vezes é perdido o que ao ingrato é concedido

Duzentas galinhas e um galo comem tanto como um cavalo

É dando que se recebe

É de criança que se corta o pepino

É duas vezes tolo quem o mal faz e o apregoa

É errando que se aprende

É idiota quem pensa que sabe tudo

É mais fácil apanhar um mentiroso do que um coxo

É mais fácil passar um camelo pelo cu de uma agulha do que um rico entrar no céu

É mais prudente pensar e falar do que falar e pensar

É melhor prevenir que remediar

É melhor ser covarde vivo do que herói morto

É nos momentos difíceis que se conhecem os amigos

É pelo saber que vem o ter

É pior a emenda que o soneto

Em casa de ferreiro espeto de pau

Em mulher não se bate nem com uma flor

Em Roma sê romano

Em tempo de guerra não se limpam as armas

Engana menino e papa-lhe o pão

Enquanto há vida há esperança

Enquanto o pau anda no ar folgam as costas

Enquanto se canta não se assobia

Entre marido e irmãos ninguém meta as mãos

Entre marido e mulher ninguém meta a colher

Entre mortos e feridos alguém há-de escapar

Errar é humano, perdoar é divino

Errar é humano, persistir no erro é burrice

Errar é próprio do homem

Escândalo aparta amor

Escorregar não é cair

Espere sentado, porque de pé cansa

Faça o bem sem olhar a quem

Faça o que eu digo e não o que eu faço

Fala baixo que as paredes têm ouvidos

Falai no mau e aprontai o pau

Falar é fácil, o difícil é agir

Faz o que eu digo e não faças o que eu faço

Fazer bem sem olhar a quem

Feliz ao jogo, infeliz aos amores

Ferem mais más falas do espada afiada

Filho de peixe sabe nadar

Filho és, pai serás, assim como fizeres, assim acharás

Filhos criados, trabalhos dobrados

Filhos de minhas filhas meu netos são, de meus filhos serão ou não

Filhos pequenos, dores de cabeça, filhos grandes, dores de coração

Filhos sois, pais sereis

Filhos, antes não tê-los que perdê-los

Fogo morro acima e água ladeira abaixo ninguém segura

Foi a Roma e não viu o Papa

Fui a casa do meu vizinho, envergonhei-me vim para casa remediei-me

Gaba-te cesta que vais à vindima

Gaba-te cesto que vais à feira e ficas sem fundo

Gaivotas em terra, tempestade no mar

Gato escaldado de água fria tem medo

Gato escondido com o rabo de fora

Gato miador não é bom caçador

Gato velho nunca se queima, nem brinca com a presa

Gordura é formosura

Gostos não se discutem

Grande a nau, grande a tormenta

Grão a grão enche a galinha o papo

Guarda que comer e não guardes que fazer

Guardado está o bocado para quem o há-de comer

Há males que vêm por bem

Há muitas Marias na terra

Há sempre um sapato roto para um pé descalço

Há sempre um testo para cada panela

Hábito de cachimbo põe a boca torta

Homem prevenido vale por dois

Homem velho e mulher nova têm filhos até à cova

Já que Maomé não vai à montanha, vai a montanha a Maomé

Ladrão que rouba ladrão tem 100 anos de perdão

Laranja madura à borda da estrada ou está podre ou tem bicharada

Lé com lé, cré com cré e Maria com sua avó

Livre-nos Deus de cão que não ladra

Longe da vista, longe do coração

Longe dos olhos, longe do coração

Lua deitada, marinheiro em pé

Lua nova trovejada 30 dias é molhada

Lua nova trovejada sete dias de molhada

Macaco gordo quebra o galho

Macaco velho sabe onde se pendura

Mais ajuda quem não atrapalha

Mais vale cair em graça do que ser engraçado

Mais vale dar do que pedir

Mais vale pouco do que nada

Mais vale prevenir do que remediar

Mais vale quem Deus ajuda do que quem cedo madruga

Mais vale sê-lo do que parecê-lo

Mais vale ser desejado do que aborrecido

Mais vale só do que mal acompanhado

Mais vale tarde do que nunca

Mais vale um pássaro na mão do que dois a voar

Mal por mal, antes na cadeia do que no hospital

Mamar no boi ninguém quer

Manda quem pode, obedece quem deve

Mão que aprende a pedir não aprende a trabalhar

Mãos frias coração quente, amor para sempre

Marido de mulher feia detesta feriado

Menino farto não é corredor

Mente sã em corpo são

Merenda comida, companhia desfeita

Missa e maré espera-se ao pé

Morra Marta, mas morra farta

Muita galinha e pouco ovo

Muita parra e pouca uva

Muito poucos fazem muitos

Muito sabe quem sabe que nada sabe

Muito se engana quem cuida

Mulher ao volante é um perigo constante

Mulher de bigode nem o diabo pode

Mulher, tempo, vento e fortuna mudam depressa

Mulheres é como o dinheiro, quanto mais melhor

Músculo parado é músculo atrofiado

Na barba do tolo aprende o barbeiro novo

Na cama toda a gente é do mesmo tamanho

Na justiça uma barraca torna-se um palácio

Na primeira quem quer cai, na segunda cai quem quer

Na terra dos cegos quem tem um olho é rei

Na vida é melhor andar num pé só do que em dois de muletas

Nada é pior do que uma multidão enfurecida

Nada há sujeira que água e sabão não lavem

Não adianta chorar o leite derramado

Não coloque o carro em frente dos bois

Não cuspas para o ar que te cai na cara

Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje

Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje

Não é a vaca que mais berra a que dá mais leite

Não está morto quem esperneia

Não faças de teu carro uma arma, porque podes ser tu a vítima

Não gastes cera com sapatos de defunto

Não há amor como o primeiro

Não há bela sem senão

Não há bem que sempre dure nem mal que nunca acabe

Não há dois sem três

Não há fome que não traga fortuna

Não há fumo sem fogo

Não há luar como o de Janeiro nem amor como o primeiro

Não há mão que agarre o tempo

Não há regra sem excepção

Não há rosas sem espinhos

Não há Sábado sem sol nem Domingo sem missa nem Segunda sem preguiça

Não há vitória sem luta

Não importam os meios quando se justificam os fins

Não julgues para não seres julgado

Não metas em tua casa quem dela te tire

Não metas o nariz onde não és chamado

Não ponha o chicote na mão do vilão

Não se apaga fogo com gasolina

Não se cospe no prato em que se come

Não se despe um santo para vestir outro

Não se deve brincar com coisas sérias

Não se deve meter foice em ceara alheia

Não se deve subestimar o adversário

Não se engane com a cor da chita

Não se faz cortesia com o chapéu dos outros

Não se mexe em casa de moribundo

 

Não se pode assobiar e chupar cana ao mesmo tempo

Não se pode fazer omeletas sem quebrar ovos

Não se pode remar contra a maré

Não se põe o chapéu onde a mão não alcance

Não se troca o certo pelo duvidoso

Nas costas dos outros vemos as nossas

Nem só de pão vive o homem

Nem todos dias são dias santos

Nem tudo o que reluz é ouro

Nem tudo que reluz é ouro

Nem tudo são flores

Ninguém é bom juiz em causa própria

Ninguém é de ninguém

Ninguém é pobre senão do juízo

Ninguém é profeta na sua terra

Ninguém é tão importante que não possa ser dispensado nem tão insignificante que possa ser esquecido

Ninguém foge ao seu destino

Ninguém gosta de ouvir a verdade

No amor e na guerra vale tudo

No bom pano cai a nódoa

No canil, o cão ladra pelas suas pulgas; coçando-as não as sente

No carnaval ninguém leva a mal

No correr do cavalo é que se vê o cavaleiro

No dia de S Martinho vai à adega e prova o teu vinho

No dia de S Tiago pinta o bago

No início são só flores, depois dores

No melhor pano cai a nódoa

No mundo dos sábios quem menos corre, voa

No poupar é que está o ganho

No terreiro quem manda é o galo

Nunca contes o teu segredo a ninguém; uma amiga tem amiga outra amiga amiga tem

Nunca digas desta água não beberei

Nunca é tarde para amar

Nunca é tarde para começar

Nunca espere nada de quem ajudou, porque a ajuda vem sempre de quem nunca se espera

Nunca peças a quem pediu nem sirvas a quem serviu

Nunca te orgulhes de teres vencido um adversário, pois o que vencestes hoje poderá derrotar-te amanhã

O amor é cego

O bom filho à casa torna

O cão é o melhor amigo do homem

O casamento e a mortalha no céu se talham

O cavalo conhece quem é bom de rédea

O ciúme nasceu cego e morreu surdo

O cliente é quem manda

O destino a Deus pertence

O dia é para a romaria

O diabo não é tão feio como se pinta

O dinheiro não traz felicidade

O direito de um acaba onde começa o direito do outro

O fruto proibido é o mais apetecido

O futuro a Deus pertence

O galo onde canta, janta

O hábito não faz o monge

O homem põe e Deus dispõe

O importante não é vencer, é participar

O jogo só termina quando o árbitro apita

O macaco não olha o rabo

O mais mal é de quem vai, porque quem cá fica se não come depenica

O mal corta-se pela raiz

O mal e o bem à cara vem

O mal vem às braçadas e sai às polegadas

O mar que é mar nem sempre está cheio

O melhor da briga é a reconciliação

Ó Miguel, se não tens abelhas como vais vender mel?

O mundo é como uma cebola que se descasca a chorar

O mundo é uma bola quem anda nele é que se amola

O ódio é sinal de amor

O peixe morre pela boca

O pior cego é quem não quer ver

O pior da traição são os comentários

O pior ignorante é o que não quer aprender

O professor não erra, quem erra é aluno; professor só se engana

O prometido é devido

O que a mão direita faz, a esquerda desconhece

O que arde cura e o que aperta segura

O que é barato sai caro

O que é bom depressa acaba

O que é bom por si se vende

O que é de mais é erro

O que é do homem o bicho não come

O que é doce nunca amargou

O que é doce nunca amargou

O que é gostoso dá trabalho

O que é pouco para uns pode ser muito para outros

O que é um boi para quem tem sete fazendas?

O que é vivo sempre aparece

O que for teu às tuas mãos vem ter

O que não há , remediado está

O que não há se escusa

O que não mata engorda

O que não se faz no dia de Santa Luzia, faz-se no outro dia

O que o berço dá a tumba leva

O que os olhos não vêm o coração não sente

O que se há-de dar ao rato dá-se ao gato

O que tem de ser nosso às nossas mãos nos vem ter

O que tem que ser será

O rabo é o pior de esfolar

O rio corre para o mar

O rio só corre para o mar

O saber esperar é uma virtude

O saber não ocupa lugar

O sangue fala mais alto

O segredo é a alma do negócio

O seguro morreu de velho

O seu a seu dono

O seu a seu tempo

O silêncio é de ouro, o calar é de prata

O silêncio é de ouro

O sol quando nasce é para todos

O tamanho do problema varia segundo o tamanho da cabeça

O tempo apaga tudo

O tempo cura todos os males

O tempo é o melhor remédio

O trabalho dignifica o homem

O trabalho do menino é pouco, mas quem o não aproveita é louco

O trabalho enriquece, a preguiça empobrece

O último a rir é quem ri melhor

O valente não bebe mel, mastiga a abelha

O velho que se cura cem anos dura

Obras de igreja nunca terminam

Olha para o que eu digo e não olhes para o que eu faço

Olho por olho e dente por dente

Onde a galinha tem os ovos, lá estão os olhos

Onde canta galo não canta galinha

Onde comem dois comem quatro

Onde entra o beber sai o saber

Onde há fumo há fogo

Onde há galos não cantam galinhas

Onde o ouro fala tudo se cala

Os amigos são para as ocasiões

Os brincos acabam sempre em chorincos

Os cães ladram e a caravana passa

Os filhos da minha filha meus netos são os da minha nora serão ou não

Os fins não justificam os meios

Os homens não se medem aos palmos

Os mortos não falam

Os pecados dos nossos avós pagámo-los nós

Os últimos serão os primeiros

Ou oito ou oitenta

Ovo de hoje nada mais é que a galinha de amanhã

Paciência tem limites

Palavra de burro é coice

Palavra de homem não volta atrás

Palavra de rei não volta atrás

Palavras leva-as o vento

Palavras loucas, orelhas moucas

Palavras são palavras, nada mais do que palavras

Pancada de amor não dói

Panela em que muitos mexem desanda

Pano velho não tem remendo

Pão pão, queijo queijo

Para a frente que atrás vem gente

Para baixo todos os santos ajudam

Para baixo todos os santos ajudam; para cima toda a coisa muda

Para bom entendedor meia palavra basta

Para chegar à pérola tem que se alisar a ostra

Para conhecer o vilão dá-lhe um bastão para a mão

Para frente é que se anda

Para frente que atrás vem gente

Para grandes males, grandes remédios

Para indiferente não adianta carregar água no cesto

Para morrer, basta estar vivo

Para o ignorante é mais fácil atirar pedras do que procurar compreender

Para onde o coração se inclina o pé caminha

Para pés de pobre todo calçado serve

Para quem é, bacalhau basta

Para quem está perdido todo mato é caminho

Para teu conselheiro não esqueças o travesseiro

Para trás anda o caranguejo

Para um bom entendedor meia palavra basta

Para vilão, vilão e meio

Parar é morrer

Participar é importante, mas ganhar é melhor

Passa o dia passa a romaria

Pássaro de campo não quer gaiola

Patrão fora dia santo na loja

Pau que bate em Chico bate em Francisco

Pau que nasce torto morre torto

Pau torto tarde ou nunca se endireita

Pé que não dá topada não anda

Pede ao céu chuva, mas não pares de trabalhar

Pede o guloso para o desejoso

Pela aragem se vê quem vai na carruagem

Pela boca morre o peixe

Pelo andar da carruagem se conhece o destino

Perde um minuto na vida, mas não percas a vida em um minuto

Perdoa-se o mal que faz pelo bem que sabe

Perguntar não ofende

Pobre só enche barriga quando morre afogado

Política, religião e futebol não se discutem

Por bem fazer, mal haver

Por morrer uma andorinha não acaba a Primavera

Pouco é melhor que nada

Povo unido jamais será vencido

Prenda as cabritas que meu bode anda à solta

Preso por ter cão preso por não ter

Presunção e água benta cada um toma a que quer

Primeiro está a obrigação, depois a devoção

Quadrado não é redondo

Quando a cabeça não regula o corpo é que as paga

Quando a esmola é grande o pobre desconfia

Quando Deus fecha uma porta abre logo uma janela

Quando não há pão até migalhas vão

Quando o gato não esta os ratos fazem festa

Quando se dorme ao volante acorda-se no céu

Quando um burro fala os outros baixam as orelhas

Quando urina um português, urinam logo dois ou três

Quanto mais prima mais se lhe arrima

Quanto mais velho mais gaiteiro

Quem alto quer subir ao mais baixo vem cair

Quem anda à chuva molha-se

Quem andou, não tem para andar

Quem ao tasco vai comer duas casas vai manter

Quem brinca com fogo, queima as mãos

Quem cala consente

Quem canta seu mal espanta

Quem casa não pensa, quem pensa não casa

Quem casa quer casa

Quem cedo madruga, Deus ajuda

Quem com cães se deita com pulgas se levanta

Quem com ferros mata com ferros morre

Quem com garotos se deita cagado se levanta

Quem conta um conto, acrescenta-lhe um ponto

Quem corre por gosto não cansa

Quem dá aos pobres, empresta a Deus

Quem dá e tira para o Inferno gira

Quem dá e torna a tirar ao inferno vai parar

Quem dá o pão, dá a criação

Quem dá o que tem a pedir vem

Quem dá o que tem a pedir vem

Quem dá o que tem antes que morra merece com uma cachaporra

Quem de bom se faz as abelhas o comem

Quem de novo não morre, de velho não escapa

Quem desdenha quer comprar

Quem dorme com crianças acorda molhado

Quem é desconfiado não é fiel

Quem é vivo sempre aparece

Quem escuta, de si ouve

Quem espera por sapatos de defunto, anda toda a vida descalço

Quem espera sempre alcança

Quem espera, desespera

Quem estraga velho paga novo

Quem joga demais acaba perdendo

Quem mais jura mais mente

Quem mais tem mais quer

Quem mal ou bem fizer a cama, nela se deita

Quem manda pode, quem tem juízo obedece

Quem meu filho beija minha boca adoça

Quem muito dorme pouco aprende

Quem muito fala pouco acerta

Quem muito promete muito falta

Quem muito sabe amiúde se engana

Quem nada cria nada tem

Quem não arrisca não petisca

Quem não chora não mama

Quem não come por já ter comido, não há nada perdido

Quem não deve não teme

Quem não é para comer não é para trabalhar

Quem não quer ser lobo não lhe veste a pele

Quem não sabe é como quem não vê

Quem não sabe fazer, não sabe mandar

Quem não se sente não é filho de boa gente

Quem não te conhecer que te compre

Quem não tem cão caça com gato

Quem não tem o sermão, não teme o bordão

Quem não tem que fazer faz colheres de pau

Quem não trabuca, não manduca

Quem não vê não peca

Quem nasceu para tostões não chega a milhões

Quem nunca comeu até os dedos lambuza

Quem nunca se aventurou nem perdeu nem ganhou

Quem o alheio veste na praça o despe

Quem o feio ama, bonito lhe parece

Quem o inimigo poupa aos pés lhe morre

Quem paga adiantado é mal servido

Quem paga o que deve sabe o que lhe fica

Quem parte e reparte e não fica com a melhor parte ou é tolo ou não tem arte

Quem pergunta quer saber

Quem poupa mata caça

Quem procura sempre encontra

Quem que vai, quem não quer manda

Quem quer bolota trepa

Quem sai aos seus não degenera

Quem se abaixa todos lhe vêm ao rabo

Quem se mete em atalhos mete-se em trabalhos

Quem se mete em atalhos nunca se livra de trabalhos

Quem se veste de ruim pano, veste-se duas vezes no ano

Quem semeia colhe

Quem tarde vier comerá do que trouxer

Quem te avisa teu amigo é

Quem tem amigos, não morre na cadeia

Quem tem boca vai a Roma

Quem tem burro e anda a pé ainda mais burro é

Quem tem canseiras não dorme

Quem tem cu tem medo

Quem tem fama deita-se na cama

Quem tem medo compra um cão

Quem tem muito riso tem pouco siso

Quem tem muitos filhos é pobre

Quem tem sarna coça-se

Quem tem telhados de vidro não pode atirar pedradas

Quem tem unhas toca guitarra

Quem tem vergonha passa mal

Quem torto nasce tarde ou nunca se endireita

Quem trabalha Deus ajuda

Quem tudo quer saber nada se lhe diz

Quem tudo quer tudo perde

Quem vai à guerra dá e leva

Quem vai ao mar perde o lugar

Quem vai ao mar, prepara-se em terra

Quem vê caras não vê corações

Quem ventos semeia tempestades colhe

Quem vier atrás que feche a porta

Querer é poder

Recordar é viver

Rei morto, rei posto

Remenda o teu pano que te dura mais um ano

Roma e Pavia não se fizeram num dia

S Braz da mata que se engana a gata

Saber esperar é uma virtude

Saco vazio não fica de pé

Sai da janela, curiosa

Santos ao pé da porta não fazem milagres

São mais as vozes do que as nozes

Se Maomé não vai à montanha, vai a montanha a Maomé

Se queres bom conselho pede-o ao velho

Se queres ver o teu corpo, mata o porco

Só esteja quem só se deseja

Só perde quem tem

Sogro rico é como gordo, só dá lucro depois de morto

Tal pai, tal filho

Todo o burro come palha, a questão é saber dar-lha

Todos os caminhos vão dar a Roma

Três foi a conta que Deus fez

Tristezas não pagam dívidas

Tudo o que vem à rede é peixe

Tudo tens, tudo vales, nada tens, nada vales

Um negócio para ser bom tem que o ser para dois

Uma andorinha só não faz a Primavera

Uma desgraça nunca vem só

Uma mão lava a outra e as duas lavam a cara

Vai-te ganho que dás perca

Vale mais um pássaro na mão do que dois a voar

Vamos à vida que a morte é certa

Vamos andando e vamos vendo

Vão-se os anéis e fiquem os dedos

Velhos são os trapos

Ver para crer como S Tomé

Vira o disco e toca o mesmo

Vira-se o feitiço contra o feiticeiro

Viver não custa, o que custa é saber viver

Voz de burro não chega ao céu

Zé Nabiça tudo o que vê tudo cobiça